domingo, 1 de maio de 2011

; eu nunca


aceitei a simplicidade do sentimento. Eu sempre quis entender de onde vinha tanta loucura, tanta emoção. Eu nunca respeitei sua banalidade, nunca entendi como pude ser tão escrava de uma vida que não me dizia nada, não me aquietava em nada, não me preenchia, não me planejava, não me findava.
Nós éramos sem começo, sem meio, sem fim, sem solução, sem motivo.
Não sinto saudades do seu amor, ele nunca existiu, nem sei que cara ele teria, nem sei que cheiro ele teria. Não existiu morte para o que nunca nasceu.

Sinto falta da perdição involuntária que era congelar na sua presença tão insignificante. Era a vida se mostrando mais poderosa do que eu e minhas listas de certo e errado. Era a natureza me provando ser mais óbvia do que todas as minhas crenças. Eu não mandava no que sentia por você, eu não aceitava, não queria e, ainda assim, era inundada diariamente por uma vida trezentas vezes maior que a minha. Eu te amava por causa da vida e não por minha causa.

Sinto falta de quando a imensa distância ainda me deixava te ver do outro lado da rua, passando apressado com seus ombros perfeitos. Sinto falta de lembrar que você me via tanto, que preferia fazer que não via nada. Sinta falta da sua tristeza, disfarçada em arrogância, em não dar conta, em não ter nem amor, nem vida, nem saco, nem músculos, nem medo, nem alma suficientes para me reter.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

; ontem chorei


Por tudo que fomos. Por tudo o que não conseguimos ser. Por tudo que se perdeu. Por termos nos perdido. Pelo que queríamos que fosse e não foi. Pela renúncia. Por valores não dados. Por erros cometidos. Acertos não comemorados. Palavras dissipadas. Versos brancos. Chorei pela guerra cotidiana. Pelas tentativas de sobrevivência. Pelos apelos de paz não atendidos. Pelo amor derramado. Pelo amor ofendido e aprisionado. Pelo amor perdido. Pelo respeito empoeirado em cima da estante. Pelo carinho esquecido junto das cartas envelhecidas no guarda-roupa. Pelos sonhos desafinados, estremecidos e adiados. Pela culpa. Toda a culpa. Minha. Sua. Nossa culpa. Por tudo que foi e voou. E não volta mais, pois que hoje é já outro dia. Chorei. Apronto agora os meus pés na estrada. Ponho-me a caminhar sob sol e vento.

sábado, 12 de março de 2011

; vsê poderia


ter sido o único mas fez questão de ser só mais um ! Hoje você não é nada, parabéns por sua insignificância, posso não ser o que você deseja, mais sou muito mais do que você merece :*

; aprendi que amores


eternos podem acabar em uma noite. Que grandes amigos podem se tornar ferrenhos inimigos. Que o amor, sozinho, não tem a força que eu imaginei. Que ouvir os outros é o melhor remédio e o pior veneno. Que a gente nunca conhece uma pessoa de verdade, afinal gastamos uma vida inteira para conhecer a nós mesmos. Que confiança não é questão de luxo, e sim de sobrevivência. Que os poucos amigos que te apóiam na queda, são muito mais fortes do que os muitos que te empurram. Que o nunca mais nunca se cumpre, e que o pra sempre sempre acaba. Que minha família com suas 1000 diferenças, está sempre aqui quando eu preciso. Que ainda não inventaram nada melhor do que colo de mãe desde que o mundo é mundo. Que vou sempre me surpreender, seja com os outros ou comigo. Que vou cair e levantar milhões de vezes, e ainda não vou ter aprendido.
Ingrid :
" Garota precisa de atenção, carinho, compreensão, seja ela delicada, agressiva ou desapegada, toda garota é garota o bastante para precisar de proteção, digo mais uma vez, não se conquista “verdadeiramente” o coração de uma jóia dessas, com mentiras, se for para mentir, esqueça-a, você nunca irá merecer o carinho e amor dela, ela é digna de um verdadeiro “homem”, pois quem brinca com o coração de quem se é frágil, não merece ser amado. Garota, tu és tudo, valorize-se . "



; bipolar


inconstante, super conversadeira, cheia de manias, fresca, chata, quase anti-social. Ás vezes tímida, ás vezes louca, ás vezes atirada, ou não. Não gosto de me sentir sufocada. Tenho nojo de falsidade ou qualquer coisa desse tipo. Tenho fases que nem a lua, ás vezes nem eu mesma me entendo. Hoje, quero muito. Amanhã? talvez. Não dou trabalho. Não levo desaforo pra casa, pareço boazinha, mas pisa no meu calo, pra ver só… Ás vezes sensível, ás vezes fria. Defeitos? muitos. Mas acredito que minhas qualidades superam esses defeitos. Achava que esse meu jeitinho me incomodava, mas agora vejo que é isso que eu sou, de verdade, é minha essência, meu caráter, e quer saber? Eu adoro ser assim.

domingo, 6 de março de 2011

; talvez aceitar a tristeza seja uma forma de felicidade .

; quando a tristeza chega , não acho que a gente deva fugir dela . Contar piadas para disfarçar . Tentar esquecer . Eu aprendi a viver a tristeza como se vive a alegria . Enfrentar as dificuldades têm uma beleza que nem dá para explicar com simples palavras . Deixar o sentimento brotar como água da fonte . Chorar e aceitar que nem tudo na vida é como se quer , traz um alívio . Um sentimento de realização , que é um tipo de felicidade .'


Walcyr Carrasco - A corrente da vida .

quinta-feira, 3 de março de 2011

; quantas vezes

eu estive cara a cara com a pior metade ?
A lembrança no espelho , a esperança na outra margem .
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade ?
Na falta de algo melhor nunca me faltou coragem .
Se eu soubesse antes o que sei agora , erraria tudo exatamente igual .
Tenho vivido um dia por semana , acaba a grana , mês ainda tem sem passado nem futuro , eu vivo um dia de cada vez .
Quantas vezes eu estive cara a cara com a pior metade ?
Quantas vezes a gente sobrevive à hora da verdade ?
Se eu soubesse antes o que sei agora , iria embora antes do final .
Surfando karmas e dna , eu não quero ter o que eu não tenho . Não tenho medo de errar !
Surfando karmas e dna , não quero ser o que eu não sou . Eu não sou maior que o mar .
Na falta do que fazer , inventei a minha liberdade!
Surfando karmas e dna . '